Os obstáculos ao empreendedorismo feminino

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Há mais mulheres do que homens começando um negócio. Mas isso não significa que o empreendedorismo feminino seja fácil. Pelo contrário: fatores relacionados ao sexismo fazem com que a tarefa de ter uma empresa seja ainda mais difícil para as mulheres.

Ainda assim, as mulheres estão, cada vez mais, sendo donas de seus próprios negócios. Pesquisa do Itaú indica, por exemplo, que existem 5,6 milhões de empreendedoras no Brasil — o que representa aproximadamente 8% do população feminina do país.

O problema é que, enquanto há muitas mulheres começando um negócio, a maioria delas não consegue mantê-lo. Outro estudo, o Global Entrepreneurship Monitor, mostra que, enquanto as taxas de mulheres que abrem um negócio seja maior que a dos homens, o número de empreendedoras à frente de uma empresa estabelecida (mais de 42 meses) é menor.

Mas, afinal, quais são esses obstáculos ao empreendedorismo feminino?

Investimento desigual

Investimento é muito importante para garantir que um negócio consiga se manter funcionando, principalmente no começo. Porém, as empresas geridas por mulheres recebem muito menos capital do que as geridas por homens.

Uma pesquisa, feita pela empresa Pitchbook, revela que 2% de todo o investimento feito em 2017 foi para times 100% femininos, enquanto 79% dos aportes foi realizado em times 100% masculinos.

O paradoxo é que outro estudo, desta vez da consultoria McKinsey, mostra que empresas com mulheres em cargos de liderança têm 21% mais de chances de terem desempenho financeiro acima da média.

 Falta de incentivo

Para incentivar mulheres empreenderem, é fundamental que existam outras em posição de liderança para incentivá-las. Porém, o número de líderes femininas em cargos de liderança cresceu apenas 5% nos últimos quatro anos.

E, embora 50% dos executivos acreditem que precisam atrair, reter e promover mais mulheres em posições de liderança, apenas 23% deles acreditam que as coisas irão mudar ao menos nos próximos cinco anos.

Dupla jornada

Todas as semanas, mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais do que os homens. E isso acontece principalmente porque, muitas vezes, elas ficam com a maior parte das tarefas domésticas e responsáveis pela criação dos filhos — como mostra a pesquisa Retratos das Desigualdades de Gênero e Raça, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

De acordo com o relatório, 90% das mulheres declararam fazer atividades domésticas; enquanto entre homens a taxa foi de apenas 50%.

Diferença salarial

A diferença salarial é um fator importante. Ao ganhar menos no mercado, mulheres têm menos condições de juntar dinheiro para seus negócios. De acordo com o Ministério do Trabalho, mulheres recebem, em média, apenas 84% do salário dos homens. Apesar disso, estima-se que, caso os salários fossem equiparados, a economia brasileira poderia ganhar mais R$ 461 bilhões.

Apesar de tudo isso, há muitas mulheres lutando todos os dias para abrirem e manterem suas empresas. Mas, como os números mostram, ainda há muitos desafios para que a igualdade de oportunidades aconteça, também, no empreendedorismo feminino.

Equipe Dono do Negócio

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