Sem inadimplência: 6 dicas para evitar calotes de clientes

Para o pequeno empreendedor, a falta de pagamento pode afetar o faturamento e dificultar o crescimento do negócio
5 de agosto de 2019LEITURA DE 8 MIN

O sucesso de um negócio depende essencialmente da finalização de uma venda ou contratação. Ou seja, existe um longo caminho — que começa com a conquista do cliente e termina com o pagamento na conta. Mas como evitar calotes? É importante atentar-se a isso porque o retorno financeiro é essencial para o crescimento do seu negócio.

Qualquer cliente inadimplente pode afetar o fluxo de caixa do negócio, desequilibrar pagamentos e impedir o desenvolvimento da empresa. Apesar disso, evitar os maus pagadores não é uma tarefa simples e demanda preparo do dono do negócio.

Cada empresa tem as suas próprias características de pagamento com base no tipo de negócio. Empreendedores que vendem bolos caseiros podem trabalhar com adiantamento do pagamento e depois receberem o restante no momento da entrega.

Já outros negócios, como centros de estética, têm a opção de oferecer pacotes mensais de depilação, por exemplo. Isso traz possibilidades diferentes na hora de cobrar o cliente, inclusive.

Mas, em qualquer negócio, é importante estar atento à capacidade de pagamento do cliente para evitar inadimplência.

Mesmo nos primeiros meses do empreendimento, quando o foco é vender mais, é preciso ter cautela. Na hora de realizar vendas, fique de olho para não levar calotes dos clientes.

Quer saber como se prevenir? Confira 6 dicas para evitar levar um calote do seu cliente!  

1. Receba mais de uma forma de pagamento

A máquina de cartão é uma ótima aliada na hora de vender com segurança no débito ou no crédito. O valor das transações feitas com algumas maquininhas podem cair na conta da empresa em um ou dois dias úteis.

Evite aceitar pagamentos com cheque. Uma alternativa às folhas do banco são os boletos, que podem ser emitidos direto da sua conta.

Se você tiver um pequeno negócio que fecha as vendas com clientes pelo boca a boca ou via WhatsApp, receber os pagamentos por transferência ou depósito bancário também são opções viáveis.

Se você quiser evitar vendas com pagamento parcelado, existe uma alternativa! É possível  oferecer um produto ou serviço por um preço um pouquinho mais baixo a quem conseguir pagar à vista (seja no cartão ou no dinheiro).

Assim, você pode até perder uma porcentagem mínima de lucro, mas ganhará a melhor garantia de pagamento: receber o dinheiro na hora.

2. Ofereça desconto para o bom pagador

Com os clientes fiéis, fique mais tranquilo para negociar preços melhores devido à certeza de pagamento. Ofereça descontos ou promoções para o bom pagador como forma de manter esse cliente próximo.

Neste caso, você pode ir além de um simples desconto oferecido para quem pagar à vista e em dinheiro. Um cliente que sempre compra no seu negócio e paga em dia ficará ainda mais satisfeito se receber um brinde, entregas grátis ou um pequeno desconto em mensalidades, por exemplo. 

3. Quer evitar calotes? Forneça nota fiscal

A nota fiscal, que pode e deve ser emitida por qualquer Microempreendedor Individual (MEI), é uma garantia obrigatória da transação. Ela, inclusive, é muito importante tanto para o dono do negócio quanto para o cliente. Isso porque, com ela, é possível acionar o comprador em caso de falta de pagamento, comprovar a compra e conseguir receber pela venda.

4. Não tenha medo de pedir um “sinal”

Donos de negócios que trabalham com encomendas podem solicitar um adiantamento do valor cobrado. Esse modelo funciona bem para casos de produção manual, como confecção de brindes, venda de bolos caseiros e serviços de costura e reparos de roupas.

Essa forma de pagamento é bastante comum: pede-se uma pequena parcela para garantir a venda, já que esses negócios normalmente são acertados de maneira informal. Assim você minimiza a possibilidade de um pedido ser cancelado pelo cliente após a produção já ter começado.

5. Acompanhe os pagamentos mensais

A exemplo das manicures, empreendedores prestadores de serviços podem fechar pacotes mensais com os clientes. Esse tipo de contratação, quando não é paga em parcelas no próprio cartão de crédito do consumidor, deve ser acompanhada de forma atenta pelo dono do negócio.

Crie registros e alertas para lembrar os dias em que cada cliente irá pagar as mensalidades combinadas. É possível firmar um contrato simples com o consumidor para que ele saiba quais sanções serão aplicadas no caso de atraso no pagamento.

6. Pesquise o comprador para evitar calotes

Vendas grandes necessitam de um rigor ainda maior na hora de fechar a forma e as condições de pagamento. Por isso, não hesite em fazer uma análise de crédito quando julgar válido — o que pode não ser necessário em transações de varejo ou contratações de serviços simples.

Até mesmo os prestadores de serviço, como pintores ou diaristas, podem precisar conversar com outros donos de negócio que já trabalharam para um determinado cliente antes de decidir se vale a pena investir em matéria-prima!

Tem mais estratégias para evitar calotes? Deixe o seu comentário!

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Equipe Dono do Negócio

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